quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Meu sonho incrível

Foi assim: eu estava no meu quarto, na paz da minha cama, sem nenhuma peça de roupa, me masturbando gloriosamente. Minha mão deslizava para cima e para baixo, minha ereção estava tão firme que eu sentia até uma pequena cãibra nas coxas. O prazer era delirante, não deixava espaço para pensamentos. Mas ainda assim me ocorreu um estranho momento de lucidez: de repente eu percebi que estava sonhando! Não sei explicar, eu olhei para aquele pau duro, aqueles pêlos todos nas minhas pernas, aquela glande vermelha, brilhando de úmida, e simplesmente saquei que aquilo era um sonho. Então me ocorreu uma pergunta bastante óbvia que acho que qualquer um faria naquela situação. Se aquilo tudo era um sonho, por que eu estava me masturbando em vez de comer uma atriz de cinema ou a gostosona da turma? O que havia de errado com minha imaginação? Se eu estava vivendo uma ilusão, podia ao menos ser uma ilusão inesquecível, fora do normal. Foi aí que tudo ficou mais complicado. Eu ouvi uma voz dizendo: “Pára de reclamar, e aproveita, porra!” Nem perguntei quem era, porque na hora eu saquei que aquilo era o meu eu-consciente de alguma forma falando para o eu-do-sonho. Não sei como essas sacadas aconteciam, mas imediatamente percebi que meu eu-consciente tinha razão. Aquela ereção estava maravilhosa, por que desperdiçá-la com reflexões inúteis? Continuei o movimento, mantive a pressão, fui aumentando o ritmo lentamente. De vez em quando eu passava a mão na cabeça, espalhando a lubrificação. Às vezes dava uma apertadinha no saco que fazia meu corpo inteiro arrepiar. Até que eu senti que não podia mais parar, e mantive um ritmo firme e veloz, quase violento. A cãibra desceu para meus tornozelos, virei os pés para dentro. Senti uma contração percorrendo meu corpo, e logo se afunilando, e fluindo pelo meu pau com uma convicção brutal. Um, dois, três, quatro jatos decididos, nítidos, quase dolorosos. Depois senti o lento relaxamento, a respiração profunda, a sensação de que algo se dissolvia na minha nuca e atrás dos meus olhos. Foi tudo tão perfeito que comecei a entender que só podia mesmo ser um sonho. De alguma forma me conformei com aquela ilusão, e fui aos poucos me sentindo preparada para acordar. Logo em seguida abri os olhos. Vi primeiro o teto branco, indiferente, depois as paredes imóveis, irredutíveis, depois o corpo do meu eu-consciente. Levei a mão entre as pernas, só para confirmar o que eu já sabia. Lá estava ela, minha boceta úmida, mole e vazia. Meu pau não passava de um sonho. O melhor sonho que já tive, mas apenas um sonho. Para o resto da vida, voltei a ser mulher.

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